De onde vem a fenomenologia existencial
A fenomenologia foi criada pelo filósofo Edmund Husserl no início do século XX como um método para estudar a experiência consciente tal como ela se manifesta, sem filtros teóricos impostos de fora. Martin Heidegger aprofundou esse pensamento ao colocar a existência humana no centro da investigação: o modo como somos no mundo.
Essa travessia da filosofia para a psicologia clínica aconteceu ao longo do século XX, no trabalho de clínicos que enxergaram nessa abordagem uma forma de trabalhar com o sofrimento humano que respeitava a singularidade de cada pessoa.
No Brasil, o IFEN (Instituto de Psicologia Fenomenológico-Existencial do Rio de Janeiro) é uma das principais referências em formação clínica nessa tradição.
Como funciona na prática clínica
O ponto de partida muda. Em uma sessão com abordagem fenomenológica existencial, começo escutando o que aquela pessoa está vivendo e como ela está vivendo.
Cada processo terapêutico é único porque cada ser humano organiza a própria experiência de um jeito particular: tem medos que são seus, um jeito de se relacionar com o tempo e com as pessoas que nenhum manual descreve por completo.
A fala do paciente guia o rumo da sessão. O que o paciente traz, e como traz, diz mais do que qualquer questionário. A abordagem acompanha o sofrimento sem contorná-lo.
“Na prática fenomenológica, o terapeuta parte da experiência viva do paciente. Cada sessão começa pela escuta do que aquela pessoa está vivendo naquele momento. O que ela traz, e como traz, orienta o processo.”
Maria Eugênia de Oliveira Martinelli, Psicóloga Clínica (CRP 06/172145) · Especialização em Psicologia Clínica Fenomenológica Existencial, IFEN-RJ
Quem pode se beneficiar
A abordagem acompanha quem está atravessando:
- Luto e perdas: a experiência de uma perda que não cabe em um prazo
- Tratamento de ansiedade: especialmente quando persiste sem uma causa aparente
- Terapia de casal: crises de comunicação e relacionamento
- Sensação de viver no piloto automático, sem presença real nas próprias escolhas
- Dificuldade de se encontrar no próprio trajeto de vida
O atendimento é presencial em Ribeirão Preto e online para todo o Brasil, via psicóloga online.
Fenomenologia, TCC e psicanálise: qual a diferença?
As três são abordagens legítimas, com fundamentos distintos. A escolha depende do que faz sentido para a sua história.
| Fenomenologia existencial | TCC | Psicanálise | |
|---|---|---|---|
| Foco | Experiência vivida no presente | Padrões de pensamento e comportamento | Inconsciente e história passada |
| Ponto de partida | O que a pessoa vive agora | Comportamentos e cognições identificáveis | Conflitos internos e mecanismos de defesa |
| Sessões guiadas por | A narrativa e a presença do paciente | Técnicas e exercícios estruturados | Associação livre e interpretação |
| Relação com diagnóstico | Ponto de partida, não destino | Frequentemente central | Contexto da história psíquica |
A abordagem certa é a que faz sentido para o seu jeito de estar no mundo.
Minha formação no IFEN

Escolhi a fenomenologia existencial antes de entender todos os seus conceitos filosóficos. Escolhi porque, quando a estudei pela primeira vez, senti que ela tratava cada pessoa pela sua singularidade.
Fiz minha Especialização em Psicologia Clínica Fenomenológica Existencial no IFEN-RJ (Instituto de Psicologia Fenomenológico-Existencial do Rio de Janeiro), referência nacional em formação clínica nessa tradição. Lá aprendi a teoria da abordagem e o que significa estar presente com alguém que sofre.
Sou psicóloga clínica registrada no CRP 06/172145. Conheça a Maria Eugênia.
